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Geovana Dara

Pra seguir em frente, o caminho é por dentro da gente.

Essa foi a frase com que encerrei uma sessão dia desses.
Naquele encontro, eu e a paciente conversamos sobre seus avanços e transformações ao longo de quase dois anos de processo terapêutico.
A história dela é única, mas, em muitos aspectos, se assemelha a de tantos outros pacientes que chegam ao consultório: pessoas que se sentem perdidas, distantes de si mesmas, sem saber exatamente do que gostam ou o que querem para a própria vida.
Eu poderia listar inúmeras técnicas, teorias e ferramentas que utilizei para ajudá-la a criar novas habilidades. Mas, na verdade, o caminho não foi cheio de firulas.
O caminho foi por dentro.
Foi sobre sua história.
Sobre resgatar quem ela já tinha sido, mesmo nos momentos em que não percebia.
Olhar para a criança que um dia foi.
Para a adolescente que cresceu.
Para os papéis que assumiu.
Para o que fez sentido e o que deixou de fazer.
E, a partir daí, imaginar o futuro que deseja – e as mudanças que quer viver.
Quase dois anos depois, ela se vê completamente diferente daquela que chegou. Hoje, tem mais clareza sobre quem é, para onde quer ir e o que deseja construir.


E você, que está lendo este texto, talvez se identifique com as mesmas dificuldades que ela — e que tantas outras pessoas enfrentam.
Se esse for o seu caso, eu te digo: às vezes, para seguir em frente, é preciso voltar para dentro de nós mesmos.
E o processo terapêutico pode te ajudar nesse caminho de retorno.
Bora junto?